sexta-feira, 2 de março de 2012

Uma Mágica com Mais Magia


A gente pisa na bola, mete os pés pelas mãos. Se coloca na frente da carroça. Nos qualificamos em todas essas frases juntas e aplicadas ao mesmo tempo. E nem sempre temos algo a dizer a favor, às vezes nem nós estamos a nosso favor. Certas coisas são injustificáveis, inexplicáveis.
Todos nós ouvimos todos os ditados, conselhos dos avós e ainda assim pagamos pra ver, temos a mania de querer varrer a possibilidade do hoje pro amanhã, crendo que tudo poderá ser resolvido de alguma maneira mirabolante, caída do céu ou num tropeço qualquer e rotineiro. Há horas que pretendemos ser como um mágico que transforma e oculta o que bem entende no momento mais oportuno e não nos damos conta que se trata apenas de algo ilusório, e que no mundo real não pode e nunca poderá ser feito dessa forma. A mágica existente, aplicável, deve ser a do encanto verídico, do encanto com o singelo, pontual e límpido. E que quanto mais tentamos nos aproximar do mágico, mais distante da plateia se fica. A plateia exige que ter certeza é melhor que imaginar. Mas o mais importante nem é a plateia, já que nem toda ela vai te aplaudir mesmo, a maioria deve até vaiar.
A mágica em si está no brilho de assombro e encantamento que se acende nos olhos de quem vê e o importante nem sempre é como ela acontece, no que há por trás. O que conta são os poucos que ficam durante o show e aplaudem mesmo quando a tentativa falha, quando você cai por terra, o que conta é o quanto se persiste até o acerto, porque mesmo o maior fracasso, mesmo o pior erro não é pior do que tentar. O que conta é apenas buscar cada assombro daquele, cada encantamento ascendente de quem se ama o mais distante possível do mágico e o mais próximo de você mesmo.

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